quinta-feira, 7 de julho de 2011

Tributo ao Tempo - Dalai Lama



     Dizem que a vida é curta, mas na verdade a vida é longa para quem consegue viver pequenas felicidades . E essa tal felicidade anda por aí, disfarçada, como uma criança tranqüila brincando de esconde-esconde.
     Infelizmente, às vezes não percebemos isso e passamos a nossa existência colecionando nãos: a viagem que não fizemos, o presente que não demos, a festa a que não fomos, o amor que não vivemos, o perfume que não sentimos.
     A vida é mais emocionante quando se é ator e não espectador, quando se é piloto e não passageiro, pássaro e não paisagem, cavaleiro e não montaria.
     E como ela é feita de instantes, não pode nem deve ser medida em anos ou meses, mas em minutos e segundos.
     Esta mensagem é um tributo ao tempo. Tanto aquele tempo que você soube aproveitar no passado quanto aquele tempo que você não vai desperdiçar no futuro.
     Porque a vida é agora... Não tenha medo do futuro, apenas lute e se esforce ao máximo para que ele seja do jeito que você sempre desejou.

domingo, 15 de maio de 2011

Contadores de Histórias


     Sexta-feira, dia 13 de maio, completou dois anos que eu perdi minha Avó Paterna. E ela era uma excelente contadora de histórias! Mas ela deixou um substituto à altura: meu Pai. Meu Pai adora contar histórias e as conta repetidas vezes com muita paixão, como se fosse sempre uma história inédita. Recentemente descobri na minha família mais um exímio contador de histórias: meu Sogro. E o meu Sogro tem o mesmo "defeito" do meu Pai: contar apaixonadamente repetidas história como se fosse a primeira vez.
     Descobri que esses contadores de histórias não têm o "defeito" de repeti-las e repeti-las. O que acontece é que de fato são boas histórias e que merecem ser contadas, relembradas, revividas e, sem dúvida, repetidas.
     Minha Avó não se cansava de contar aquelas histórias do tempo que o meu Avó era caminhoneiro e ela era lavadeira e o meu Pai, pequenininho, ia com ela para o trabalho e ficava brincando por ali enquanto ela lavava e passava "para fora" - como ela mesma dizia. Meu Pai conta a todos, super entusiasmado, a história da casa da praia, do tempo em que ele ia de fusca de manhã cedinho e voltava no fim do dia enquanto, estavam construindo. E o meu Sogro conta afetivamente as histórias do tempo do sítio em Morretes, da plantação, de ir vender verdura de carroça e, depois que eles compraram um tratorzinho, de tratorzinho.
     Não são apenas histórias... essas são "AS HISTÓRIAS". Por isso são tão boas, por que são reais. Por que quando as ouvimos podemos ver nos olhos, no semblante da quem as conta, um carinho saudoso daquele tempo bom que não volta mais, daquela fase da vida, daquelas expectativas...
     Pego-me mirabolando nas histórias que eu terei para contar aos meus filhos e netos. Acho que nunca serão tão boas quanto as histórias que me contam e que me contaram pois cada vez mais a vida vai ficando na mesma. Tive um Avô caminhoneiro, uma Avó lavadeira, um Sogro agricultor e um Pai bancário... Desejo que as minhas histórias sejam fundamentadas nas deles: muita luta, superação e conquistas, graças a Deus!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

E tem gente que quer que eu engravide...


     Queridos, não é que nós não queremos ter filhos. O que acontece é que nós não queremos ter filhos agora, neste momento!!! Bebês são presentes de Deus, são o resultado da fusão de duas pessoas que se amam, são milagres. E, como todos os milagres, merecem ser apreciados. Atualmente queremos aperfeiçoar a nossa capacidade de apreciar milagres pois Deus os tem realizado com abundância em nossas vidas!
     E, falando em abundânica de milagres, vejam a Família McGhee:


     Sextuplos! Imaginem só... São duas menininhas e quatro menininhos que gastam cerca de 50 fraldas por dia!!! A apresentadora Oprah Winfrei presenteou a mega-família com um "vale Wall Mart" de duzentos e cinquenta mil dólares e o super-casal com uma "lua-de-mel" em Las Vegas. Só faltou uma van para transportar toda essa galerinha!!!

domingo, 17 de abril de 2011

Poema Feminino



Qual mulher que nunca teve
Um sutiã meio furado,
Um primo meio tarado,
Ou um amigo meio viado?

Que mulher nunca tomou
Um fora de querer sumir,
Um porre de cair
Ou um lexotan para dormir?

Que mulher nunca sonhou
Com a sogra morta, estendida,
Em ser muito feliz na vida
Ou com uma lipo na barriga?

Que mulher nunca pensou
Em dar fim numa panela,
Jogar os filhos pela janela
Ou que a culpa era toda dela?

Que mulher nunca penou
Para ter a perna depilada,
Para aturar uma empregada
Ou para trabalhar menstruada?

Que mulher nunca comeu
Uma caixa de Bis, por ansiedade,
Uma alface, no almoço, por vaidade
Ou, um canalha por saudade?

Que mulher nunca apertou
O pé no sapato para caber,
A barriga para emagrecer
Ou um ursinho para não enlouquecer?

Que mulher nunca jurou
Que não estava ao telefone,
Que não pensa em silicone
Que 'dele' não lembra nem o nome?

Só as mulheres para entender o significado deste poema!

domingo, 10 de abril de 2011

E que venham os próximos 10 anos...

     E que sejam tão bom quanto esses últimos que passaram!!!

     Há 10 anos eu comecei a namorar o meu marido. Em 10 de abril de 2001 ele me pediu em namoro... no jardim da faculdade. E, desde então, eu vivo nas nuvens! Claro que tivemos nossos maus momentos. Mas os bons momentos são tão bons que fazem com que os maus sejam apenas "momentos não tão bons assim".
     Portanto, declaro aqui Meu Amor, para quem quiser saber que de todos os amores vividos por mim até hoje o seu foi o mais intenso. De toda a saudade a sua foi a mais forte. De todos os beijos o seu foi o mais gostoso. De todo o calor o seu foi o mais ardente. De todas as almas a sua foi a mais gêmea. De todas as ânsias de cometer loucuras a sua foi a que mais me atentou. De todos os corpos o seu foi o que mais me instigou. De todas as esperanças em amores depositadas o seu foi o que mais teve crédito. De toda a vontade de ficar junto a vontade que me domina é a sua. Por isso, de todos os amores eternos por mim prometidos o seu será o único cumprido à risca!

domingo, 3 de abril de 2011

Mais uma semana

“Para que levar a vida tão a sério se ela é uma
incansável batalha da qual jamais sairemos vivos?“
Bob Marley

Portanto:

Dance…


Beije…


Relaxe...


Divirta-se...


E seja feliz!!!

terça-feira, 29 de março de 2011

Depoimento de Rita Lee



     "Eu tinha 13 anos, em Fortaleza, quando ouvi gritos de pavor. Vinham da vizinhança, da casa de Bete, mocinha linda, que usava tranças. Levei apenas uma hora para saber o motivo. Bete fora acusada de não ser mais virgem e os irmãos a subjugavam em cima de sua estreita cama de solteira, para que o médico da família lhe enfiasse a mão enluvada entre as pernas e decretasse se tinha ou não o selo da honra. Como o lacre continuava lá, os pais respiraram, mas a Bete nunca mais foi à janela, nunca mais dançou nos bailes e acabou fugindo para o Piauí, ninguém sabe como, nem com quem.
     Eu tinha apenas 14 anos, quando Maria Lúcia tentou escapar, saltando o muro alto do quintal da sua casa para se encontrar com o namorado. Agarrada pelos cabelos e dominada, não conseguiu passar no exame ginecológico. O laudo médico registrou vestígios himenais dilacerados, e os pais internaram a pecadora no reformatório Bom Pastor, para se esquecer do mundo. Realmente, esqueceu, morrendo tuberculosa.
     Estes episódios marcaram para sempre a minha consciência e me fizeram perguntar que poder é esse que a família e os homens têm sobre o corpo das mulheres?
Ontem, para mutilar, amordaçar, silenciar. Hoje, para manipular, moldar, escravizar aos estereótipos. Todos vimos, na televisão, modelos torturado por seguidas cirurgias plásticas. Transformaram seus seios em alegorias para entrar na moda da peitaria robusta das norte americanas.
     Entupiram as nádegas de silicone para se tornarem rebolativas e sensuais, garantindo bom sucesso nas passarelas do samba. Substituíram os narizes, desviaram costas, mudaram o traçado do dorso para se adaptarem à moda do momento e ficarem irresistíveis diante dos homens. E, com isso, Barbies de fancaria, provocaram em muitas outras mulheres - as baixinhas, as gordas, as de óculos - um sentimento de perda de auto-estima.
     Isso exatamente no momento em que a maioria de estudantes universitários (56%) é composto de moças. Em que mulheres se afirmam na magistratura, na pesquisa científica, na política, no jornalismo. E, no momento em que as pioneiras do feminismo passam a defender a teoria de que é preciso feminilizar o mundo e torná-lo mais distante da barbárie mercantilista e mais próximo do humanismo.
     Por mim, acho que só as mulheres podem desarmar a sociedade. Até porque elas são desarmadas pela própria natureza. Nascem sem pênis, sem  poder fálico da penetração e do estupro, tão bem representado por pistolas, revólveres, flechas, espadas e punhais. Ninguém diz de uma mulher que ela é de espadas. Ninguém lhe dá, na primeira infância, um fuzil de plástico, como fazem com os meninos, para fortalecer sua virilidade e violência.
     As mulheres detestam o sangue, até mesmo porque têm que derramá-lo na menstruação ou no parto. Odeiam as guerras, os exércitos regulares ou as gangues urbanas, porque lhes tiram os filhos de sua convivência e os colocam na marginalidade, na insegurança e na violência.
     É preciso voltar os olhos para a população feminina como a grande articuladora da paz.
     E para começar, queremos pregar o respeito ao corpo da mulher.
     Respeito às suas pernas que têm varizes porque carregam latas d'água e trouxas de roupa.
     Respeito aos seus seios que perderam a firmeza porque amamentaram seus filhos ao longo dos anos.
     Respeito ao seu dorso que engrossou, porque elas carregam o país nas costas.
     São as mulheres que irão impor um adeus às armas, quando forem ouvidas e valorizadas e puderem fazer prevalecer a ternura de suas mentes e a doçura de seus corações.
     Nem toda feiticeira é corcunda. Nem toda brasileira é só bunda."